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O comércio eletrônico dispara globalmente

O comércio eletrônico dispara globalmente

Não é surpreendente que o comércio eletrônico tenha explodido com o surgimento do coronavírus. Quando as medidas de confinamento entraram em vigor, os consumidores proibidos de visitar as lojas físicas se voltaram para as compras on-line para atender às suas necessidades. Na verdade, as 500 maiores empresas americanas faturaram quase US$ 850 bilhões em vendas on-line no ano passado, um salto de 45% de ano a ano e o maior aumento desde 2006, de acordo com um estudo da Digital Commerce 360. Empresas como Amazon, Walmart e Target estão entre as que mais se beneficiaram, já que os clientes em um momento de crise se voltam para grandes marcas conhecidas, o que marcou uma mudança em relação a 2019, quando empresas menores registraram um crescimento mais rápido. Agora, as gigantes das redes sociais estão entrando no jogo do comércio eletrônico enquanto no mundo todo esses números estão disparando. O que você precisa saber.

Redes sociais

Em julho, o executivo do Instagram, Adam Mosseri, fez uma declaração de fazer cair o queixo: “Não somos mais um aplicativo de compartilhamento de fotos.” Como a pandemia “acelerou em vários anos a mudança do comércio presencial para o on-line”, a plataforma agora planeja se concentrar nos quatro pilares fundamentais de criadores, vídeos, mensagens e compras. Especialistas do setor entenderam que quando o comércio eletrônico atingiu recordes no ano passado, as plataformas de redes sociais como Instagram, Facebook, Snapchat e Twitter foram forçadas a mudar suas funcionalidades ou arriscar perder receita. “Graças à explosão do comércio eletrônico, impulsionado pela pandemia e pelo aumento do consumo das redes sociais, vimos todas as principais plataformas dessas redes lançarem novas ofertas ou afinarem suas ofertas existentes”, explica Jasmine Enberg, analista sênior do eMarketer.

Caso em questão: O Instagram introduziu a Loja, um portal on-line que permite que as empresas personalizem o visual da sua “fachada”. A plataforma expandiu ainda mais seus requisitos comerciais para acomodar uma ampla gama de estabelecimentos. Algumas semanas após a implantação da nova funcionalidade, o Instagram tornou global a sua aba Loja, ampliando ainda mais suas funcionalidades de comércio eletrônico. De forma similar, o Facebook estreou uma experiência de compras ao vivo no verão com marcas como Sephora, Bobbi Brown Cosmetics e Abercrombie & Fitch. Durante cada evento, os clientes puderam pesquisar produtos, fazer perguntas em tempo real sobre tamanho e adequação e receber dicas de grandes especialistas. Embora a livestream já seja um meio popular de compras na China, a Coresight prevê que este mercado vai atingir US$ 6 bilhões em vendas este ano e se tornar uma indústria de US$ 25 bilhões até 2023.

Snapchat e Pinterest usaram a tecnologia AR para permitir que os clientes ávidos, com a situação da COVID, pudessem “experimentar” itens de beleza e moda. Já o Twitter testou o seu Módulo de loja no final de julho, permitindo que os clientes clicassem em um produto da Nike, Walmart, Patagônia e outras marcas para saber mais sobre ele e, em seguida, comprá-lo sem precisar sair do aplicativo. “Com este piloto, conseguiremos explorar como nosso público engajado, responsivo e comunicativo reage a produtos emocionalmente carregados, tais como uma nova camisa do seu time favorito, ou que tenham um benefício duradouro como uma nova rotina de cuidados com a pele”, explica Bruce Falck, líder de produto.

Europa

Assim como ocorreu nos Estados Unidos, o comércio eletrônico na Europa cresceu muitíssimo em 2020, de acordo com o Relatório Europeu de Comércio Eletrônico de 2021. O total de vendas atingiu 757 bilhões de euros no final do ano passado, o que marcou um aumento de 10% em relação a 2019. “O ano passado expôs a importância da transformação digital”, afirma Luca Cassetti, secretário-geral da Ecommerce Europe. “A Ecommerce provou estar excepcionalmente bem-posicionada para facilitar a digitalização do varejo e criar uma experiência de compra sem interrupções para os consumidores.”

Devido à pandemia e às medidas de confinamento, muitas lojas físicas em todo o continente abriram novos canais de varejo on-line. Estabelecimentos experimentaram novas soluções de compras omnicanais, como o modelo híbrido de “click-and-collection” (clique e retirada) que permite aos consumidores comprar on-line antes de retirar os produtos em um ponto de retirada físico, com uma interação pessoal limitada. “O setor varejista e o atacadista estão passando por um processo de transformação significativa”, afirma Christian Verschueren, diretor geral da EuroCommerce. “Antes da pandemia, 70% dos varejistas e atacadistas não tinham instalações para vendas on-line e as lojas físicas que tinham uma presença on-line superaram melhor os desafios.”

Em termos de região, a Europa ocidental teve o maior índice de receita de comércio eletrônico, 64%. A França, por exemplo, gerou mais de 112 bilhões de euros neste setor no ano passado, marcando um crescimento de 8,5% em relação a 2019. De acordo com um relatório da Ecommerce Europe, 41,6 milhões de franceses compram on-line e 41% desses compradores fazem suas compras a partir do celular. A Europa oriental observou a segunda maior taxa de crescimento do comércio eletrônico, com 46%, enquanto a Europa central e do sul ficaram com a terceira e a quarta colocação, com taxas de crescimento de 28% e 24%, respectivamente.

Índia

Enquanto isso, na Índia, a pandemia acelerou rapidamente a adoção do comércio eletrônico, com os consumidores testando pelo menos dois novos sites e aplicativos de compras on-line no ano passado. Um relatório da GIPSI, uma divisão da empresa de marketing digital Tonic Worldwide, com sede em Mumbai, descobriu que são realizadas cerca de 620.000 buscas nas redes sociais todos os meses. Além disso, normalmente são usados 1.103 aplicativos de comércio eletrônico na Índia, com esses destinos de compra superando outros sites em termos de popularidade. Em termos de redes sociais, as preferências de compra giram predominantemente em torno do Instagram, seguido pelo Facebook, YouTube e Pinterest, sendo que este último teve um crescimento de 799%. Os pequenos sites de vendas foram os mais bem-sucedidos nesta região do mundo, na medida em que os negócios domésticos e as pequenas lojas migraram para o mundo on-line, o que refletiu em um aumento de 46% no download do aplicativo Shopify. Para concluir, o país registrou mais de 1,5 milhão de pesquisas sobre temas relacionados à construção de sites de comércio eletrônico e empreendimentos semelhantes. “Quem imaginaria que a maior barreira para as compras sem contato se tornaria o maior gatilho para o aumento e a ascensão do comércio eletrônico?”, reflete Anjali Malthankar, diretor de estratégia nacional da Tonic Worldwide. “Com tantos dados abundantes, não há dúvidas em relação aos motivos da adoção do comércio digital.”

Não há dúvida de que a pandemia mudou o comportamento de compra dos consumidores. Agora, enquanto o mundo continua se adaptando às mudanças na forma como vivemos e fazemos compras, a questão se mantém: essas tendências serão permanentes? Uma percepção significativa derivada da situação da COVID-19 é que, para muitos de nós, a geografia parece menos relevante. No geral, podemos fazer mais mesmo viajando menos. O que isso provoca em termos comerciais é algo que ainda estamos por conhecer.


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Sarah Cohen

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